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domingo, 20 de julho de 2008


CARTA AOS VELHOS

Vens de longe no caminho,
Exausto de combater.
Sim, meu irmão, a velhice
É a hora do entardecer.
Por vezes, é uma hora triste
De amargurosas lembranças
Do barco em que viajavas,
Entre sonhos e esperanças.
Da culminância do monte,
Examinas a paisagem,
E deploras os desvios
De quem começa a viagem.
Às vezes te calas, triste.
Ninguém te quer atender,
E choras porque conheces
Os tóxicos do prazer.
Mas nunca te desanimes.
Prossegue em tua missão,
Continua esclarecendo
O mundo de provação.
Não desesperes, porquanto,
Antigamente também
Eras chamado à verdade
E não ouviste a ninguém.
Quebraste serros e atalhos,
Sem olhar a conseqüência.
Sofreste muito e ganhaste
O ouro da experiência.
Perdoa.
Quem viveu muito
Tem muita compreensão.
Compreensão é bondade
Que esclarece com perdão.
Meninos, moços e velhos,
Nas lutas da humanidade,
São três expressões ligeiras
De um dia da eternidade.
Meninice e juventude
São a alvorada louçã.
Velhice é a noite, porém,
O dia volta amanhã.
O que é preciso no mundo
De prova e de sofrimento,
É que todos sejam velhos
Nas luzes do entendimento.
Por isso, meu santo amigo,
Não te canses em saber,
Se tens muito que ensinar,
Inda tens muito a aprender.
Conserva a tua esperança.
Guarda a paz do Mestre amado.
A crença na tua noite
É um firmamento estrelado.
Na antecâmara do além,
Deus te abençoe, meu irmão,
Dilatando no caminho
A luz do teu coração.

Pelo Espírito Casimiro Cunha
Psicografia de Chico Xavier


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