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domingo, 10 de agosto de 2008


CARTA AOS JOVENS

Estás moço, meu amigo,
É a estrada da juventude
É um sonho alegre e florido
De esperança e de saúde.
Tudo, em redor de teus passos,
É vigor e fortaleza,
Entusiasmos felizes
Nas bênçãos da natureza.
É nessa fase da vida
Que, muita vez, a ilusão
Trabalha como um veneno
Às forças do coração.
Que a experiência do velho
Seja em tudo o teu espelho.
A luz dos cabelos brancos
É um carinhoso conselho.
Que a tua impulsividade
Se inutilize ou se torça;
Todo o mal da mocidade
É dominar pela força.
O engano de quem é moço
É a pretensão de poder,
Vendo embora que a questão,
Antes de tudo, é saber.
Alguém já disse no mundo,
Perante os impulsos teus,
Que a mocidade feliz
É uma inimiga de Deus.
É que o jovem, meu amigo,
No anseio de dominar,
Destrói com toda a imprudência
Sem saber edificar.
Não dispenses o velhinho
Que, humilde, te estende a mão;
Sua palavra tranqüila
É luminosa lição.
Recordo-te, nesta carta,
Um raciocínio profundo.
Sem que o velho houvesse andado,
Não marcharias no mundo.
Acata-o, raciocinando
Que, um dia, serás assim,
Desiludido e cansado
Quando a prova for ao fim.
Planta o bem no teu caminho.
Não fujas à caridade.
"Quem semeia ventanias
Colhe a dor e a tempestade".
Guarda a fé.
Ora e confia.
A paz há de ser-te imensa.
Se, entre as sombras da velhice,
Tiveres a luz da crença.
A mocidade do mundo
Passa, às vezes, no imprevisto.
Mas tê-la-ás, pura e eterna,
Se andares com Jesus Cristo.

Pelo Espírito Casimiro Cunha
Psicografia de Chico Xavier

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