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quarta-feira, 13 de agosto de 2008


Perdão e Liberdade

Aprendamos a perdoar,
Conquistando a liberdade de servir.
E imprescindível esquecer o mal
Para que o bem se efetue.
Onde trabalhas, exercita a tolerância construtiva
Para que a tarefa não se escravize as perturbações...
Em casa, guarda o entendimento fraterno,
A fim de que a sombra não te algeme
O espírito ao desespero...
Onde estiveres e onde fores,
Lembra-te do perdão incondicional,
Para que o auxílio dos outros te assegure paz à vida.
É indispensável que a compreensão reine hoje entre nós,
Para que amanhã não estejamos encarcerados
Na rede das trevas.
A morte não é libertação pura e simples.
Desencarnar-se a alma do corpo
Não é exonerar-se dos sentimentos
Que lhe são próprios.
Muitos conduzem consigo, além-túmulo,
Uma taça de fel envenenado
Com que aniquilam
Os melhores sonhos dos que ficaram na Terra,
E muitos dos que ficam na Terra
Conservam consigo no coração
Um vaso de fogo vivo
com que destroem as melhores esperanças
Dos que demandam o cinzento portal do túmulo.
Não procures para tua alma o inferno invisível do ódio.
Acomoda-te com o adversário ainda hoje,
Procurando entendê-lo e servi-lo,
Para que amanhã não te matricules
Em aflitivas contendas com forças ocultas.
Transferir a reconciliação para o caminho da morte
É atormentar o caminho da própria vida.
Desculpa sempre,
Reconhecendo que não prescindimos da paciência alheia.
Nem sempre somos nós a vítima real,
De vez que, por atitudes imanifestas,
Induzimos o próximo a agir contra nós
Convertendo-nos, ante os tribunais da Justiça Divina,
Em autores,
Intelectuais dos delitos que passamos a lamentar
Indebitamente diante dos outros.
Toda intolerância é violência.
Toda dureza espiritual é crueldade.
Quase sempre, a crítica é corrosivo do bem,
Tanto quanto a acusação habitualmente,
É um chicote de brasas.
E sabendo que encontraremos
Na estrada a projeção de nós mesmos,
Conservemos o perdão
Por defensor de nossa liberdade,
Ajudando agora
Para que não sejamos desajudados depois.


Pelo Espírito: Emmanuel
Psicografia: Chico Xavier
Livro: "Trevo de Idéias"

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