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quinta-feira, 14 de agosto de 2008


Perdoa Agora

Não te detenhas!
Torna à presença do companheiro
Que te feriu e perdoa,
Ajudando-o a recuperar-se.
Reflete e ampara-o!
Quantas dores e quantas perturbações
Lhe vergastaram a alma,
Antes que a palavra dele
Se erguesse para ofender-te ou
Antes que o seu braço,
Armado pela incompreensão,
Deferisse contra ti o golpe deprimente?
Guarda a calma e auxilia, sem cessar.
Mais tarde, é possível que não possas,
Por tua vez, suportar
O horrendo assalto da ira e reclamarás,
Igualmente, o bálsamo da alheia compreensão.
Retorna ao teu lar ou à tua luta
E espalha, de novo, a bênção do amor,
Com todos os corações que jazem envenenados,
Pelo fel da crueldade
Ou pela peçonha da calúnia.
Não hesites, porém!
Perdoa agora,
Enquanto a oportunidade de reaproximação
Te favorece os bons desejos porque,
Provavelmente, amanhã,
O ensejo luminoso terá passado
E não encontrarás, ao redor de ti
Senão a cinza do arrependimento
E o choro amargo da
Inútil Lamentação.


Pelo Espírito: Emmanuel
Psicografia: Chico Xavier
Livro: "Assim Vencerás"

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